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18 de Outubro de 2019

A Farsa do Plebiscito de 1993

Monarquia Constitucional, Estudante de Direito
há 3 anos

O Plebiscito de 1993 foi uma fraude eleitoral regulada pela lei 8.624 de 4 de fevereiro de 1993 cujo grande objetivo foi legitimar, após 104 anos, o golpe militar que impôs a república no Brasil em 15 de novembro de 1889.

A Farsa do Plebiscito de 1993Passaram-se 19 anos desde o sufrágio que deu 6.843.196 de votos representando 13,4% dos votos válidos. Ironicamente, o plebiscito ocorreu em 21 de abril de 1993.

Só para lembrar, 21 de abril é um feriado no Brasil que presta homenagens Tiradentes. Se desse certo o golpe liderado por Tiradentes para separar Minas do resto do Brasil, e implantar a república de Minas Gerais, a conseqüência seria óbvia: a divisão do Brasil em dezenas de republiquetas pobres e desunidas semelhante ao que é hoje em relação à América Latina espanhola.

Por falta de Ídolos, os republicanos golpistas do séc. XIX transformaram Tiradentes no símbolo do “herói” que morreu em prol da “liberdade”. Até deram feições de Jesus Cristo para Tiradentes ficar mais convincente.

E, apesar de toda mentirada, Tiradentes é tido como exemplo de herói até hoje! (CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas: o Imaginário da república no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990).

Enfim, por ser uma data que evoca os sentimentos republicanos, por si só deveria ser considerada suspeita. O plebiscito jamais poderia ser realizado nesse dia. No entanto, o plebiscito foi realizado em 21 de abril e ninguém questionou o poder de influência do símbolo Tiradentes sobre os eleitores.

O plebiscito de 1993 em si não tem legitimidade, apesar de ser considerado juridicamente válido. O plebiscito foi mais um golpe político que entrou para os livros da história como “festa da democracia”, apesar de ser questionável em vários aspectos.

A Proibição do STF

O STF proibiu os príncipes de aparecerem na televisão. Os maiores conhecedores da monarquia, os príncipes, não puderam falar na TV por ordem do STF.

Por todas essas vicissitudes, o plebiscito de 1993 é totalmente inválido do ponto de vista moral. Ele foi tão somente uma tentativa grosseira e mal intencionada de legitimar um sistema de governo que nasceu de um golpe militar e que nunca deu certo no Brasil.

Apesar de sua validade jurídica, o plebiscito de 1993 é um exemplo vivo de como as massas podem ser manipuladas e usadas para se legitimar o ilegitimável e, ainda assim, conseguir a simpatia internacional por passar a imagem de “bom moço” que promove a “democracia”.

Ademais, o conhecimento que se tinha do período monárquico no Brasil era repleto de preconceitos e ranço republicano. Basta ver o filme “Carlota Joaquina: a princesa do Brasil” que não deixa dúvidas sobre essa visão limitada e preconceituosa.

Apesar de mentiroso e tendencioso, esse filme é exibido nas escolas para “ensinar” história do Brasil aos alunos.

A Cédula do Plebiscito de 1993

A própria cédula confundiu “Forma de Governo” com “Sistema de Governo”. Observe como a questão estava centrada em “parlamentarismo” e “presidencialismo”. O tema monarquia era tratado em segundo plano quase como uma “questão trivial”.

A cédula em si mesma já era tendenciosa e incentivava o eleitor a votar em “presidencialismo republicano” porque essa era a opção mais fácil de marcar na cédula.

O plebiscito misturou a escolha da Forma de Governo (monarquia ou república) com o Sistema de Governo (parlamentarismo ou presidencialismo). E a mistura foi feita de propósito porque os políticos sabiam que o povo já tinha inclinação para apoiar a república presidencialista.

A mistura desses dois assuntos no mesmo plebiscito só confundiu o eleitor e ainda favoreceu o “presidencialismo republicano” por ser a opção mais fácil de marcar na cédula.

A Manipulação da História

Depois de 104 anos ensinando nas escolas que a “república era boa”, e a “monarquia má e totalitária” era no mínimo suspeito o governo propor um “plebiscito democrático” perguntando ao povo se ele queria república ou monarquia.

Evidentemente, o povo escolheu a república. Para ele, era o mais certo a escolher. O povo foi ensinado desde criança que a república é “progresso”, “democracia” e “liberdade”. E, também, o povo foi ensinado desde criança que a monarquia é “retrocesso”, “autoritarismo” e “escravidão”.

Na verdade, até hoje esse preconceito continua nos livros de escola. Até mesmo os professores universitários, que deveriam ser mais cultos, prestam-se a repetir esses preconceitos sem nenhum remorso de consciência.

Basta pegar alguns livros escolares para ficar chocado com a capacidade dos escritores de mentir, ignorar os fatos históricos e desprezar as estatísticas mundiais sobre democracia, desenvolvimento humano e honestidade.

As estatísticas apontam o caráter superior da monarquia em promover democracia, desenvolvimento humano e honestidade. Bem como reprovam a república presidencialista em todos esses critérios.

Ao mesmo tempo, as estatísticas mostram a república parlamentarista como opção secundária não tão eficiente quanto à monarquia parlamentar, mas pelo menos superior a república presidencial na capacidade de produzir resultados.

No entanto, isso tudo é ignorado e os livros de história continuam fazendo propaganda antimonárquica e pró-republicana sem serem questionados pelos intelectuais deste país.

A verdade quase nunca acha ocasião para aparecer e é sempre motivo de chacota. E, para nossa tristeza, são os “doutores” que escrevem os livros formadores da opinião. E é por meio dessa cultura, que se forma o professor de nossos filhos.

É importante lembrar que até 1988 era crime defender a monarquia no Brasil. Havia impedimento constitucional. Não era sequer permitido publicar livros a respeito do tema. Não passava pela censura. Nem os pesquisadores sabiam o que era a monarquia. Quase tudo que se tinha notícia era envolto em folclore e lenda.


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9 Comentários

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Votei na Monarquia Parlamentarista e há um complemento a ser feito; foi tão fraude que o plebiscito estava marcado para 7 de setembro de 1993 e foi estranhamente antecipado para 21 de abril, tirando ainda mais a chance dos pronomes monarquistas em esclarecer melhor a forma de governo.
Foi uma fraude das mais vil escala moral. continuar lendo

No plebiscito de 1993 votei pelo parlamentarismo republicano, não pelas razões midiáticas alegadas na postagem, mas porque não passava pela minha cabeça dar carta branca a uma família para ocupar o poder por direito hereditário. Ocorre que constato que muitas famílias já o ocupam por estirpe, como, por exemplo, a família Sarney no Maranhão, a família Neves em Minas Gerais, a família Magalhães na Bahia. Enfim, a hereditariedade na política parece ser um fato em alguns Estados de nossa Federação. Encontrei, também, resquícios dessa mesma realidade nos EUA no Parlamento Americano, onde a família Kenedy teve assento durante bastante tempo. A família Bush desempenha, até hoje, igual papel pelo Partido Republicano.

Por outro lado, na Inglaterra, na Espanha, na Bélgica e na Holanda, a monarquia constitucional parece ter dado certo, para citar alguns países europeus. A Arábia Saudita, a Jordânia e os Emirados Árabes, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, não se envolvem em grandes conflitos e seus povos parecem pacificados, apesar de governados por monarquias teocráticas, que se identificam com a cultura predominante na região.

No Brasil, algumas questões práticas se colocam, como as seguintes: a) saber se o sistema monárquico constitucional reuniria condições de resolver a instabilidade política vivenciada pela República desde sua proclamação em 15/11/1889; b) se esse sistema permite o alcance de uma melhoria na distribuição de renda, malgrado a histórica desigualdade econômica e social, em boa parte legada pelo escravagismo só extirpado nos estertores do império e c) em que medida o sistema seria capaz de gerar benefícios em termos de políticas públicas, diante do pífio retorno dos impostos pagos pela sociedade para sustentar governos republicanos.

Parece-me, portanto, que ideólogos monarquistas pretendem ocupar o vazio deixado na política por aqueles que se diziam representantes do povo e o aproveitam, como é legítimo ocorrer numa democracia, para ressuscitar o debate que antecedeu ao plebiscito de 1993, a fim de defender as polêmicas virtudes do sistema monárquico. continuar lendo

Olá!Infelizmente houve uma grande desinformação em massa sobre a monarquia, muita gente não sabia da verdade por causa que o STF proibiu nós monarquistas de falar, você foi uma das muitas vítimas da república brasileira, mas agora que você sabe da verdade junte-se a nossa causa, eu tenho um canal monarquista no YouTube acesse para você saber mais informação sobre monarquismo e nos ajude a divulgar a causa, se inscreva, deixe o like, e ative as notificações. Esse e o canal: https://www.youtube.com/channel/UCPFz6acPjDIGtUzwt7AuMtA?view_as=subscriber. Obrigado!!! continuar lendo

Participei de todo o processo, inclusive como mesário, foi uma manipulação só, as propagandas totalmente tendenciosas, dizendo que se voltasse a monarquia iria voltar a escravidão no país, a luta pela coroa entre as duas famílias como se fosse ocorrer uma guerra do Paraguai no Brasil. Foi difícil. continuar lendo

Olá!Infelizmente houve uma grande desinformação em massa sobre a monarquia, muita gente não sabia da verdade por causa que o STF proibiu nós monarquistas de falar, junte-se a nossa causa, eu tenho um canal monarquista no YouTube acesse para você saber mais informação sobre monarquismo e nos ajude a divulgar a causa, se inscreva, deixe o like, e ative as notificações. Esse e o canal: https://www.youtube.com/channel/UCPFz6acPjDIGtUzwt7AuMtA?view_as=subscriber. Obrigado!!! continuar lendo

Eae pessoal se inscrevam no meu canal: https://www.youtube.com/channel/UCPFz6acPjDIGtUzwt7AuMtA?view_as=subscriber. E um canal monarquista onde vocês vão ter mais informação sobre a nossa luta democrática pela volta da monarquia. Obrigado!!! continuar lendo