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28 de Julho de 2021

Fatos desconhecidos sobre o Império do Brasil

Monarquia Constitucional, Estudante de Direito
há 5 anos

O Fim da Escravidão no Brasil

Existem algumas afirmações falsas a respeito do nosso Brasil que, de tão repetidas, acabam parecendo verdades. Uma delas diz que o Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão. Não foi. Países da Ásia e da África, como Arábia Saudita e Mauritânia, libertaram seus escravos após o Brasil.

No Brasil a abolição da escravatura ocorreu em maio de 1888, mas em alguns estados de nossa terra, bem antes desta data, nossos irmãos negros já eram livres.

Se compararmos o Brasil com os Estados Unidos, logo veremos que os norte-americanos só aboliram a escravatura vinte e três anos antes da Lei Áurea. Em termos de históricos, este intervalo de tempo é mínimo. Há de se ter também em conta que, em nossa terra, a abolição foi pacífica. Na América do Norte, foi preciso uma guerra civil que destruiu grande parte do país. Os estados do sul e sua população foram massacrados.

Mas não se pode atribuir à abolição a posição de fato única na libertação dos escravos. Quando da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Dona Isabel, a lei do ventre-livre e a dos sexagenários já haviam reduzido o número de escravos a bem menos de um quinto do que era antes.

A Democracia no Império do Brasil

O Império do Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população.

Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos.

Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.

Outras características do Brasil Imperial

– A Marinha do Brasil estava entre as quatro melhores Marinhas de Guerra do Mundo;– Foi o segundo país do mundo a adotar selo postal;– Foi o segundo país do mundo a instalar linha telefônicas;– O Rio de Janeiro foi a terceira cidade do mundo a ser dotada de redes de esgotos;– No Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje equivale a 5 salários mínimos;– O Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália;

Quanto à Economia do Império do Brasil

Constata-se que as monarquias geram mais da metade do PIB mundial. Este dado, que já é impressionante, torna-se mais marcante quando verificamos que sua população não ultrapassa a casa dos 10% de toda a população da terra.

Por conseqüência, a renda ‘per – capita’ média encontrada dentre os que vivem sob a forma monárquica de governo é muito maior do que a daqueles que vivem sob as repúblicas. Duas vezes e meia maior. Estes fatos concordam com outros dados econômicos, especialmente quando se verifica que das 12 economias mais fortes do mundo atual, 8 são monarquias.

A unidade monetária do Império, do Brasil, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;

Em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;

Observando os Aspectos Sociais

A situação é ainda mais favorável às monarquias. Alguns levantamentos são extremamente significativos. O “Índice Maternal”, publicado todo ano pelo grupo Salvem as Crianças, comparam-se as condições de vida de mães e filhos em 117 países (Reuters 06/05/03).

Os dez primeiros colocados são: Suécia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Finlândia, Canadá, Holanda, Austrália, Áustria e Grã-Bretanha. Destes, 7 são monarquias e 3 são repúblicas.

Os dez últimos, Níger, Burkina Fasso, Etiópia, Guiné-Bissau, Angola, Chade, Mali, Iêmen, Serra Leoa e Guiné, sem exceção alguma, são todas repúblicas.

Neste levantamento foi constatado que de cada 7 mulheres de algumas regiões da África, 1 morrerá durante os trabalhos de parto ou na gravidez. Na Suécia esse número é de 1 a cada 6.000.

O Relatório sobre o Desenvolvimento Humano – 2002, divulgado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), apresenta dados sobre 173 países onde o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano foi apurado.

Segundo este relatório, observando os países que apresentam os melhores e os piores resultados, verifica-se que os cinco melhores são monarquias parlamentares e os cinco piores são repúblicas.

Pesquisa sobre a expectativa de vida realizada pela Divisão de Populações da Organização das Nações Unidas (2002) em cada um dos seus países membros mostra claramente, também neste quesito, a superioridade da forma monárquica de governo.

Examinando as características dos cinco países que estão no topo da lista, aqueles que apresentam a maior expectativa de vida, (Japão, Suécia, Canadá, Suíça e Espanha), verificamos que, quanto à organização política, dos cinco, quatro são monarquias parlamentares e somente uma republica.

Curiosamente, alguns países ricos e poderosos, como os Estados Unidos da América e a Alemanha não conseguiram se classificar entre os primeiros. Ambos são repúblicas. Não apresentam uma renda bem distribuída e mostram sensíveis desigualdades sociais.


Fonte: http://www.brasilimperial.org.br


Publicado Originalmente em imperiodobrasil

11 Comentários

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Com certeza Nilo Rodarte, e o monarca, com a sua imparcialidade, consegue ver a sociedade da forma que a sociedade realmente precisa e não como seria melhor para um partido político. O lado suprapartidário do monarca nos dá o equilíbrio para o real seguimento do estado, povo, território e da nossa soberania em todos os sentidos. Democracia não se resume a voto - Marcos continuar lendo

Bem informativo! Mas se era tão bom como conseguiram e por que declararam o republica? Acho q alguém no Império fez besteira. continuar lendo

Jadson , a República na verdade não foi declarada, ela foi imposta através de um golpe militar, golpe que teve a participação de uma parcela do Exército e apoiada pelos grandes fazendeiros que no ano passado perderam seus escravos e se viram inimigos da Monarquia por tê-los libertados, após o golpe vários governos Estaduais foram oferecidos para os donos do dinheiro na época, com isso o Brasil se viu no inteiro domínio das oligarquias e isso dura até hoje, antes se tinha um Imperador que ainda podia colocar limites neles, mas com o início da república o país caiu nas mãos deles em definitivo.
D. Pedro II lutava as vezes sozinho contra toda uma elite, e por isso o Federalismo demorou tanto a ocorrer, a centralização do poder era muito necessária para conseguir controlar a voracidade de poder que os oligarcas almejavam.
A princesa libertar os escravos seria o erro no caso. Mas isso pode ser considerado erro? acho que não. continuar lendo

Os dados apresentados são muito interessantes. Aguçam a curiosidade efazem rever toda uma interpretação histórica baseada mais em ideologias do que em dados. É sempre salutar cotejar 'verdades' pseudocientíficas com a realidade extraída de pesquisas bem documentadas. Faltou ao texto referência a fontes para que se possa fazer justamente esse cotejamento. continuar lendo

Prezada, neste site cita algumas das referências bibliográficas do texto acima! http://monarquiabrasil.wixsite.com/monarquia, continuar lendo

achei algumas na parte referências http://monarquiabrasil.wixsite.com/monarquia/referencias continuar lendo

Percebo que quanto mais adentramos mais referências achamos. tem livros bons, um exemplo é a trilogia de Laurentino Gomes com os livros 1808, 1822 e 1889. Tem outros materiais também, dos quais é bem tangível esse período e assim podemos perceber as diferenças entre a forma de governo monárquico e republicano no Brasil, com a diferença de que não são livros de nossas escolas querendo sempre de forma doutrinaria impor uma visão falsa sobre a república e o imperial do Brasil e muito das vezes de modo errôneo. E fazendo essa pesquisa (muito interessante e muitos fazem e estão começando a fazer devida a interessante importância para o nosso meio político, cultural, social e etc.) descobrimos coisas surpreendente tanto sobre a república quanto sobre o império. continuar lendo

Muito interessante. Realmente não tinha conhecimento desses fatos. Não tenho problema nenhum em ser simpático à Monarquia, até porque até agora não vi vantagem significativa na República, já que essa história de "governo do pelo, pelo povo e paro o povo" é para "inglês ver".

Entretanto, gostaria de colocar um ponto para debate: é conhecido que, entre os grandes países do mundo, vários são monarquias, mas há uma outro fator que penso ser mais importando do que ser monarquia ou república: todos esses grandes países são parlamentaristas, com alto índice educação e politização de seus povos. É isso que eu acho que realmente faz diferença. continuar lendo

Defendo a monarquia parlamentar. continuar lendo

Caio Boris,

Considerando a nossa experiência republicana e democrática, eu tenho tendido cada vez mais a achar que realmente a melhor combinação de forma de Estado e forma de governo seja a monarquia parlamentarista. O que tem parecido é que, na republica presidencialista, o Estado tem se tornado nada mais que um feudo de poucas famílias que o dominam de forma mais centralizada do que a monarquia o faria. É claro que em toda forma de governo há politicagens, desmando, corrupção. É assim nas monarquias, como é assim nas repúblicas. Mas na monarquia parece haver um simbolismo na família real que leva o povo a interagir mais em torno no Estado que ela representa. Há uma continuidade no projeto do Estado, onde de muda o parlamento, mas o suporte está sempre lá. No presidencialismo republicano as coisas não duram mais que um mandato, sempre na base do "toma lá dá cá". Não há projetos nem de governo nem de Estado. Há apenas projetos políticos de perpetuação no poder. O Rei já está no poder perpetuamente e deve se preocupar apenas com o bem estar de seus súditos. continuar lendo